quinta-feira, 11 de junho de 2026

Vento

 

Na minha armadura celestial 
Subo para o teu dorso  
Bem firme na tua crina 
Saimos velozes a cavalgar  
A Rosa dos ventos 
Com o destino  
Que o Pai todo-poderoso nos dá 
Sobre montes e vales, planícies   
Pintalgadas pelo roxo das estevas 
Vermelho de papoilas 
Onde se dobram as searas  
Com as tuas forças  
Carrregas aromas e odores  
Trazes contigo  
Milénios de história  
Que todos os nossos ancestrais  
Inspiravam  
Forjado por um astro Rei 
Que te torna a força 
De um Pai todo poderoso 
 
Quando me isolo  
Me quero manter em silêncio 
Tu bafejas-me os ouvidos  
De forma ruidosa  
Marcar-me com a tua presença  
Desligo por instantes  
E fico a ouvir-te ruidoso 
Saber que tocas a todos  
Que Amo, amei e por eles lutarei 
Dás-me animo  
Saber que levas as minhas preces  
De agradecimento  
A todos que me rodeiam  
Forma singela de deixar  
Que por mim fluas  
E que nas tuas formas  
Carregues os meus agradecimentos  
E desejos 
 
 
Rui santos 
06/06/26
 



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